Guerreiros do Metal

Tocar Heavy Metal e seus sub-gêneros não é brincadeira, quanto mais se tratando de um país como o nosso “querido” Brasil, no norte de Minas Gerais ainda por cima.

Vamos analisar algumas variáveis que dificultam muito o trabalho de bandas aqui na região sem levar em conta problemas primários como equipamentos defasados:

– Escassez de público


Sempre é levantada a hipótese que Montes Claros tem muita gente que curte rock and roll e heavy metal, mas desta gente, poucas comparecem nos eventos realizados.

Na realidade não é bem assim, pois os fãs devotos realmente são menoria, entretanto, considerando a população total da cidade, Montes Claros deveria ter pelo menos um público cinco vezes maior. O público atual da cidade é insuficiente para garantir que eventos do gênero sejam bem sucedidos. Sendo assim, a cidade poderia haver um público não só maior mas também fiel ao gênero.

– Mentalidade retrógrada e alienada da população


Montes Claros é uma cidade com população tipicamente dominada pela cultura de massa. A mentalidade de sua população ainda é arcaica e altamente preconceituosa. Além disso, a predominância de micaretas na região norte mineira faz com que esta população alienada perca interesse em qualquer evento que não teve espaço nos meios de comunicação de massa.

A realidade por aqui é que qualquer evento que sair em propagandas de televisão e organizadas por agências mercenárias sempre acabam lotando, geralmente estes eventos são as micaretas ou shows pop. Esses eventos sempre trazem as bandas mais “podres” do país, que ainda por cima cobram cachês absurdos, bandas que aparecem no Faustão, rede Globo etc. Pura lavagem cerebral.

– Falta de apoio e espaço


Quando algum músico de qualidade vem para região realizar alguma apresentação, são eventos culturais patrocinados por empresas de fora e com a entrada franca, ou seja, gratuita. Quando não é gratuita, o ingresso é muito barato e o público é bastante curto..
Mas quando se trata de “micaretinhas” ou “showsinhos” das bandas que aparecem na rádio e rede globo a história muda, o investimento de agências de eventos e da prefeitura torna-se alto.

Montes Claros vem realizando esta “ditadura cultural” há anos, sempre oprimindo manifestações artísticas. Nossa cidade (população e prefeitura) não apóia o Teatro nem os artistas plásticos. A nossa cidade não tem espaço para a música de qualidade, seja rock, bossa, salsa, reggae, samba, forro ou jazz.

Devo ressaltar que quando cito reggae, bossa, samba e forró não se trata destas porcarias “marteladas” na mídia, mas sim de música trabalhada que raramente se vê tocando em rádios e TV.

A população manipulada acha isso absolutamente normal, pois já estão viciados em algo imposto pela mídia, escravizados. Nem mesmo as festas de agosto com apresentações culturais da cidade ficam livre deste mal, tendo o seu foco cultural deturpado, tornando-se uma “pseudo-cultura”.

Ultimamente a prefeitura tem apoiado alguns eventos realizados pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R), um apoio que se resume em “emprestar um local” e cobrir gastos de panfletos, nada mais. Quem conhece a situação sabe dos locais “cedidos”.

Guerreiros do Metal

Aqueles que resistem a tudo isso, continuam realizando eventos e freqüentando shows alternativos são verdadeiros guerreiros. Se tratando dos metaleiros ou headbangers, torna-se uma verdadeira luta dos devotos do metal.

Bandas de Montes Claros se profissionalizam cada dia mais e quebram barreiras impostas pela sociedade retrógrada da região. Novos ventos estão chegando, a cena underground/alternativa de montes claros está começando a caminhar para frente graças à luta, determinação e união daqueles que sentem o poder artístico e de subjetividade que o rock and roll e heavy metal exprimem, gerando a libertação da mente.

Para se ter uma idéia melhor que realmente as mudanças estão vindo para destruir o sufoco que a cena underground de Montes Claros está passando, basta visitar alguns links:

http://www.metalmoc.oi.com.br

http://coletivoretomada.blogspot.com

http://bandavomer.blogspot.com

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Túnel Do Tempo.

O Tetrex, em seu primeiro ano de banda, em 2005, se torna matéria em jornal da cidade devido ao intenso trabalho com músicas próprias.

Quem ler a matéria mais abaixo, vai reparar que o Tetrex já pretendia lançar seu cd desde 2005 e tinha projetos em planos. Vários fatores contribuíram para que isso fosse bastante adiado, fatores que dificultam não só as bandas independes mas os eventos realizados na cena alternativa ou underground.

Digitarei a matéria completa feita por Larissa Martins.
Apesar do sobre nome ela não é minha parente, estou avisando porque já me fizeram esta pergunta, UHAauhaUH.

No próximo post, comentarei sobre grandes dificuldades e barreiras que atrapalham o percurso de uma banda independe e assim poderemos refletir melhor o porque do cd da banda ter sido adiado.


Clique na imagem para ampliá-la.



Gazeta Norte Mineira - Sexta feira, Norte de Minas, 15 de julho de 2005 - Ano VI -N°1707

Tetrex se lança no mercado como banda de metal em português

Larissa Martins

A Tetrex chega no mercado para oferecer o puro rock ao público montes-clarense. Uma levada de metal-rock com letras em português que retratam as idéias da banda sobre o cenário político e sobre o "câncer chamado ser humano", como define a banda.

Composta por Diego Valadão (vocal e guitarra), Leandro Martins (guitarra), Virgílio Valadão (bateria) e Igor Frank (baixo), a Tetrex surgiu da vontade de dois irmãos, Virgílio e Diego, de montar uma banda com identidade, músicas e melodias próprias, que revelassem o pensamento dos integrantes em forma de músicas.

"Começamos, apenas Diego e eu, em julho de 2004. Compondo algumas músicas, a maioria é de autoria de Diego, fazendo arranjos. Convidamos Leandro, que queria entrar de cabeça no projeto. Por último o igor entrou na banda e começamos a desenvolver um trabalho mais sólido de ensaios e agenda de shows", Conta Virgílio.

Nome e CD

O nome da banda foi escolhido por acaso. Em um dos ensaios, enquanto se decidia qual seria a marca nominal da banda, Diego sugeriu o nome Tetrex, um remédio antibiótico. "Todo mundo gostou do nome e começamos a ligá-lo com a questão do combate
que a banda propõe", afirmou Leandro.


"Estávamos cansados de ouvir pessoas reclamando de coisas apenas. Propomos que soluções sejam levantadas e que cada um faça sua parte para combater as "bactérias" do mundo. Essa é a essência da banda", metaforiza Virgílio.

O nome do 1° CD será "Brutalidade Insana" e constará de 10 músicas, gravadas de forma independente em Montes Claros. "O custo da gravação é muito alto. "Estamos tirando de nossos bolsos e vamos promover eventos para arrecadar o restante. Por enquanto não há nada concreto, mas é certo que gravaremos o CD", informou Igor, confiante.

Social

A banda Tetrex, além de tocar um metal pesado com letras fortes, está envolvida em um projeto social em parceria com a Associação de Capoeira Berimbau de Ouro. O projeto do núcleo Artístico Musical Interativo (NAMI) vai oferecer aulas de música e instrumentos, bateria, guitarra e baixo, ministradas pelos integrantes da banda, todos auto-didatas em música.

Além disso, aulas de reforço, capoeira, corte e costura, violão, percussão, fabricação de instrumentos, xadrez e inglês darão oportunidades da inserção as crianças do Bairro São Geraldo e entorno.

"Queremos dividir nosso espaço, também, como outras bandas de Montes Claros. Tentaremos conseguir recursos para fazer de umas das salas da Berimbau de Ouro um stúdio com almofadas nas paredes e aparelhagem de som de boa qualidade", disse Virgílio.

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Bem vindos ao Blog da banda TETREX


- Quem somos?

Somos uma banda que como outras vem batalhando pelo fortalecimento do cenário da música alternativa.

- O que seria música alternativa?

Música alternativa é o termo usado quando se trata de gêneros de música surgidos da contracultura.

Hoje em dia, a música alternativa vem cada dia perdendo mais espaço para a cultura de massa. A cultura de massa é veiculada pelos meios de comunicação de massa, ela é manipuladora e adestra a sociedade somente para os interesses econômicos, tornando-a muito consumista, escravizada pela mídia e grandes empresas cegas pela ganância.

A cultura de massa não dá chances de escolha para que as pessoas pensem no que consumir e como agir, denegrindo a capacidade sensitiva e cognitiva das pessoas.

A contra cultura é totalmente inversa da cultura de massa.

- Contracultura.

A contracultura foi um movimento dos anos 60 de mobilização e contestação social e com ele novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumindo como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano.

O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu.

Graças a esta contracultura nasce o rock’n’roll, com a figura de Elvis Presley, entre outros que foram surgindo ao longo deste período. O movimento hippie, com suas comunidades e passeatas pela paz, teve força a partir de um grande acontecimento, que foi o festival Woodstock, em 1969, com vários espetáculos que marcaram a era hippie.

Sendo assim, logo nos anos 70 apareceriam grandes músicos e bandas que mudariam a maneira das pessoas de agir, de pensar e até de se socializar. Bandas como Black Sabath, Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, Pink Floyd nasceriam para influenciar centenas de novas tendências musicais e hérois do rock imortalizados pelas atitudes incríveis performances jamais esquecidas.

Uma tendência foi o heavy metal dos anos setenta e oitenta que logo influenciaram outras bandas classificadas como subgêneros do heavy metal ao decorrer dos anos, nascendo assim diversas classificações que dividem bandas por semelhança montando gêneros, facilitando com que se localize estilos de bandas semelhantes.


- Onde o Tetrex entra nesta história?

Bom, lá vai...

Tudo começou com o princípio em juntar músicos para tocar um metal rápido, agressivo, pesado e trabalhado, com bateria em tempos quebrados e guitarras com rifs insanos.

Buscando composições que se identifiquem com os pensamentos e sentimentos, um instrumental inovador sem perder as raízes de bandas "old School", com influências dos estilos oitentistas dentre Heavy/Death/Thrash metal (o Thrash metal, muitas vezes chamado erroneamente de trash metal) com as variações dos mesmos nos anos noventa, buscando assim uma nova tendência.

Assim surge a banda Tetrex em janeiro de 2005, com grande influência de bandas como Death, Judas Priest, Megadeth, Sepultura e Metallica.

Algumas músicas tem características do Crossover thrash: um subgênero que se caracteriza por uma influência muito grande do punk rock e do hardcore. Outras levam mais para o Groove metal: Este subgênero se caracteriza por ser um pouco mais lento que o thrash metal tradicional e por utilizar instrumentos com afinação mais grave. Há aquelas que se encaixam no DeathMetal, com raízes no thrash metal, porém ele apresenta mais agressividade.

A banda rapidamente conquistou tanto respeito quanto outras já reconhecidas há anos na região norte-mineira, ainda influenciou que outras bandas realizassem seu próprio som invés de covers, pois na região havia uma certa predominância de bandas covers.

O Tetrex preserva uma atitude com letras diretas e fortes, com temas niilistas sobre violência, morte, denunciando diretamente ou de maneira figurada a cruel decadência deplorável da humanidade e a fragilidade da vida humana.

Quebrou o tabu de letras em inglês compondo metal em português, surpreendendo o público que duvidava que tal estilo não poderia ter boas músicas na língua portuguesa. A criatividade foi capaz de unir versos diretos, simples e flexíveis, encaixando perfeitamente nas músicas, todas em português.

A banda chegou a tocar em diversos eventos no norte de minas, gravou um cd ao vivo e também tem um DVD de demonstração gravado no primeiro Metal Moc Rock Festival (2006), evento produzido e dirigido pela Associação do Rock de Montes Claros e Região (A.R.M.C.R).

O Tetrex já iniciou a gravação do primeiro disco, no entanto a gravação foi adiada por diversos motivos. A banda permaneceu parada durante meses no ano de 2007 e atualmente se encontra em studio, ensaiando e se preparando para gravar um disco demo para divulgação e logo após finalizar a gravação do seu primeiro disco que se caracteriza mais voltado para o Thrash Metal.


Até mais.


As Formações da banda:

A banda sempre manteve sua formação mudando apenas de baixista.

2005 - Janeiro a Fevereiro

Jaderson (Datim) - Baixo

Diego (Marquito)- Guitarra/vocal

Leandro - Guitarra

Virgílio - Bateria

De março a agosto

Igor frank no baixo, os outros membros permanecem.

De outubro de 2005 a fevereiro de 2007

Ayrton no Baixo.

Outubro de 2007

A banda ficou com suas atividades encerradas de fevereiro a setembro. Só retorna oficialmente em outubro com nova mudança de formação. Jaderson, o primeiro baixista retorna pra banda voltando a formação original do Tetrex.

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